Bem-vindo ao Portugal Paranormal. Por favor, faça o login ou registe-se.
Total de membros
19.426
Total de mensagens
369.467
Total de tópicos
26.918
  • Ritual Menor do Pentagrama
    Iniciado por AndreiaLi
    Lido 4.250 vezes
0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.
AndreiaLi
Ritual Menor do Pentagrama

A primeira tarefa de um Magista em toda cerimonia é consequentemente tornar seu Círculo absolutamente impenetrável.
—Aleister Crowley


Um banimento é geralmente efectuado antes do início de um ritual mágico. Isto tenciona limpar a área do ritual – tanto faz ser um quarto ou um círculo mágico— de todos aqueles elementos que possam interferir na operação mágica. O Banimento consiste em remover todos os objectos de um lugar de trabalho para por dentro deste espaço reservado aqueles objectos que sejam pertinentes à operação.

Em cerimónias elaboradas, o Magista pode optar por banir todos os elementos (Ar, Terra, Fogo, Água, & Espírito), os planetas, os signos do zodíaco, espíritos, formas-divinas e até mesmo as dez Sephiroth. Inclusive as forças que serão invocadas são banidas. Como diz Crowley , "porque esta força como existe na Natureza é sempre impura".

Rituais de banimento também podem ser executados como finalidade em si. Isto pode ser feito por vários motivos – para limpar um cômodo ou casa, para eliminar energias negativas ou indesejadas ou simplesmente para acalmar e balancear a mente. Vários magistas praticam rituais de banimento diariamente.

O Ritual

Parte 1 - A Cruz Cabalística (ou Rosa Cruz)

1 - Toque a testa e diga ATEH
2 - Toque o sexo e diga MALKUTH
3 - Toque o ombro direito e diga 'VE - GEBURAH
4 - Toque o ombro esquerdo e diga VE - GEDULAH
5 - Junte as mãos no peito e diga LE - OLAHM AMEN

Parte 2 - Os Pentagramas


6 - De frente para o Leste (o oriente, ou para os thelemitas, Boleskine), desenhe um pentagrama visualizando-o, no centro visualize o primeiro nome, IHVH e inspirando-o, sentindo passar pelo peito até os pés e sentindo a sua volta, fazendo o sinal do entrante, varando o pentagrama, vibre o nome ("Iod Rê Vô Rê", por exemplo) com energia.
7 - De frente para o Sul, repita o processo anterior trocando o nome por ADONAI.
8 - De frente para o Oeste, repita o processo anterior trocando o nome por EHEIEH.
9 - De frente para o Norte, repita o processo anterior trocando o nome por AGLA.

Caso o estudante não tenha percebido, ele está girando no sentido horário.

Parte 3 - Invocação dos Arcanjos

10 - Na posição de Cruz (os braços abertos e os pés juntos), o estudante repetirá:
"A minha frente RAPHAEL"
11 - "Atrás de mim GABRIEL"
12 - "A minha direita MICHAEL"
13 - "A minha esquerda AURIEL" -
14 - "Pois ao meu redor flamejam os Pentagramas"

Sempre imaginando os Arcanjos nas suas respectivas posições e os pentagramas em chamas. Cada um está relacionado a um elemento: Ar, Fogo, Água e Terra, na sequencia. Como os elementos são 4, o magista, ao centro, será a 5ª parte do pentagrama, o espírito.

15 - "E na coluna do meio, brilha a estrela de seis raios".

Que o estudante visualize dois Hexagramas, um em cima e o outro projetado embaixo, com uma faixa de luz estendendo-se infinitamente na vertical, envolvendo-o.

16 - Repita a Parte 1 e o ritual estará encerrado.

Comentários

1- A pessoa que quiser usar as forças do Æon de Hórus nesse ritual deve prestar atenção num detalhe: a troca das tradicionais imagens dos querubins Rafael e Gabriel. O Novo Æon trouxe uma nova atribuição dos elementos com as quatro bestas: Água agora é Homem/Anjo e Ar é a Águia.

Esses conceitos foram passados a Therion nas experiências dos Aethyr 23 e 24, em Liber 418. O comentário a seguir é do 24º:

"O Querubin-Águia no 23º Ar é Aquário. Escorpião é a Mulher-Serpente. Isso é importante para a antiga atribuição da Águia para Escorpião."

Therion deixou isso visualmente registrado no Tarô de Thoth, mais especificamente nos arcanos e XXI: reparando nas extremidades das cartas, a Águia vem antes do Homem/Anjo. Fica melhor se sobrepormos essa distribuição no pentagrama. Nele, se começarmos a leitura da esquerda para direita, no sentido horário, tem-se Ar – Água – Fogo – Terra. Repare também, no arcano XXI do Tarôt de Marseille, a antiga atribuição.

Portanto a sua frente, Leste (Boleskine), a figura com Cabeça de Águia e corpo de homem atrás, cabeça de Homem em corpo masculino, à direita, cabeça de Leão com corpo masculino e a esquerda, cabeça de Touro com corpo também masculino.

2 - Este ritual pode ser feito de duas maneiras:

Invocando - o Pentagrama da Terra deve ser desenhado partindo da extremidade superior esquerda ( como se estivesse puxando do céu).

Banindo - o Pentagrama da Terra deve ser desenhado partindo da extremidade inferior esquerda ( como se estivesse lançando para o céu)

3 - Este poderoso, porém simples ritual, foi usado durante toda vida por Aleister Crowley. Ele está ligado aos trabalhos na esfera de Malkuth.

4 - Athe significa A Ti, Malkuth significa Reino, Ve - Geburah O Poder, Ve - Gedulah A Glória, Le Olham Amen, Para todo sempre Amém.

5 - Na visualização dos Hexagramas (15) , um vácuo é formado na projecção da luz entre as duas figuras, e preenchido com o macrocosmos.

6 - Uma outra versão adiciona mais um íten na Parte 1, o segundo movimento seria tocar o peito e dizer Aiwass (após o grau de Adeptus Minor, o iniciado poderia usar o Nome).

7 - Originário da Golden Dawn, sobrevive até hoje como um dos mais eficientes rituais da magia. Posteriormente Crowley fez uma nova versão ( a forma Banindo) associando com os conceitos do Novo Æon, baptizando-o de Liber XXV. Ver também Liber 6.

8 - Na realização do ritual, o iniciado deve visualizar-se no cruzamento dos caminhos de Samekh e Peh.

Na Árvore da Vida

Imagine que você está de pé na intersecção dos Caminhos de Samekh e Phe. Você está de frente para o Sol – Tiphareth – portanto à sua direita está Netzach, à sua esquerda está Hod e atrás de você está Yesod, respectivamente Vénus, Mercúrio e Lua. Você está assim de pé numa coluna protegida por sua invocação microcósmica. O resultado sendo uma reacção macrocósmica, o Hexagrama ou estrela de seis raios aparece também acima e abaixo de você sem qualquer esforço de sua parte (Note o equilíbrio do 5 e do 6).
Desta forma você está totalmente isolado das partes externas, qliphoticas, do Universo.

Tenha bem em mente a percepção desta Coluna com os circundantes pentagramas e os hexagramas acima e abaixo de você. Prática contínua é essencial. É essencialmente importante não relaxar qualquer parte dele; visualizar claramente e limpamente as forças invocadas, com excepção dos Entes Divinos, que não aparecerão, em circunstâncias ordinárias, por tão pouca causa.

Você pode figurar para si mesmo as formas dos Anjos ou antes Arcanjos. Por exemplo: Raphael, começando com "R", terá cabeça de Glória Solar, e o "Phe" que segue mostra que o resto do aspecto dele é marcial; o "AL" que conclui o Nome (no caso da maioria dos entes angélicos) indica que ele leva a Espada e a Balança.

Usos para o Ritual


1. Como forma de oração, o Ritual pode ser realizado pela manhã (invocando), e à tarde (banindo). Para banir não basta inverter o traçado das linhas que formam os pentagramas. Você deve começar no Oriente (ou norte) e girar no sentido contrário do relógio. Os nomes devem ser vibrados tanto quanto possível, sentindo-se que todo corpo estremece (vibra) com o som e envia esta onda de vibração para os confins do Universo, isto é, em direcção para qual o praticante está virado no momento.

2. Como uma protecção contra magnetismo impuro. O Ritual banindo pode ser usado para "destruir " os pensamentos obcecantes e perturbadores, assim: Dê uma imagem à sua obsessão e a imagine formulada perante você. Projecte-a para fora de sua aura com o Sinal do Entrante, Quando a imagem mental se afastar de você (mais ou menos a um metro), impeça-a de retornar com o SINAL DE SILÊNCIO. Agora imagine esta forma, perante você, no Oriente, e execute o Ritual Menor do Pentagrama Banindo para desintegrá-la.. Veja-a, à sua frente, dissolvendo-se no anel de chamas formado pelos pentagramas.

3. O Ritual também pode ser utilizado nas práticas de concentração: Sentado em sua Ásana preferida, imagine-se de pé (vestindo o Robe e empunhando a Arma apropriada), e execute Mentalmente o ritual. Imagine os pentagramas como Estrelas Flamejantes (o que na realidade, eles são). No final a imagem é de um Círculo de Fogo fechado nos quatro lados com estas estrelas.
4. Segundo Israel Regardie no Livro Magia Hermética, uma das funções do Ritual do Pentagrama Menor é limpar, equilibrar e fortalecer o corpo astral.

Lidando com ataques psíquicos
O excelente método que será aqui descrito, deriva-se do Ritual do Pentagrama sendo sua função
mais específica.

1. Feche os olhos e gire em um círculo até que possa sentir a direcção de qual a real ou imaginária onda de energia negativa se origina. Uma vez encontrada esta direcção, encare-a firmemente. O caminho do Magista não é um caminho para covardes. Permaneça orgulhosamente de pé, e visualize em sua testa um brilhante e eléctrico-azulado pentagrama com um ponto acima.

2. Agora, traga suas mãos até a altura de sua testa circundando a brilhante estrela. As mãos devem formar um triângulo com a ponta para cima (o triângulo do fogo). Assim, você terá um triângulo de manifestação, circundando o Pentagrama com os polegares com a base.

3. Agora tome uma profunda respiração, e ao mesmo tempo em que exalar o ar contido nos pulmões, avance o pé esquerdo e arremesse suas mãos para a frente ao mesmo tempo visualizando o pentagrama em sua testa deslocando-se rápido na direção que você está olhando. Isto terá o efeito de expulsar o real ou imaginado ataque psíquico de sua aura. Para impedi-lo de retornar, faça imediatamente o Ritual do Pentagrama Banindo.

Fonte: Blog Ocultismo e Vampirismo

Gostei, mas esta um pouco confuso. nao é muito explicito. já agora, na cruz cabalistica diz-se LE - OLAHM AMEN ou LE - OLHAM AMEN? é que no texto estao estas duas palavras e nao sei qual é a correcta

AndreiaLi

Shammash Ha-Chayim
#3
Citação de: AndreiaLi em 22 março, 2011, 23:47
LE - OLAHM AMEN.

Boker Tov,

Nesse Ritual há um sem número de erros cabalísticos, aliás como em todo o material da Golden Dawn. Do ponto de vista da Kabbalah Judaica, esse Ritual é um verdadeiro disparate. Sei que é muito usado, mas apresenta erros graves, tanto nos nomes, como nas funções e atributos de alguns "anjos".

Le Olam (não tem h nenhum) significa: Para sempre. Mas geralmente, nas orações Judaicas tradicionais é substituído por L'Olam Vo'ed. Que significa algo como Forever and Ever. Porém o seu significado místico é mais profundo.

Por exemplo:

Barukh sheim k'vod malkhuto l' Olam vo'ed.


AMEN é uma palavra súmula de várias outras, a esta técnica dá-se o nome de Notarikon. Significa Adonai Melech Ne'eman. O Senhor é Rei Fiel.

Geralmente, no fim das Orações significa um acto de concordância.

Por exemplo:

Barukh atah Adonai, Elohaynu, melech ha-olam, boray pri ha'gefen. Amen.

Amen.




Shalom ub' Baracha

Shammash Ha-Chayim

Nota:
לפני שאתה מדבר אליי עברית קורא את המצגת שלי. תודה

O ritual está confuso de fato, implicando conceitos que a maioria de nós não entende/não conhece e portanto o ritual perde toda a sua força. Fazer um ritual desta forma sem alcançar toda a sua complexidade e sem o entender é uma coisa vazia e sem significado.
Conheço um ritual parecido que usamos na angeologia, mas a relação dos anjos e suas propriedades como aqui se apresenta não está de facto correcta como o Shamash referiu.
"Que minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio. Que os que jamais andaram descalços não encontrem o caminho que chega à minha porta....
Que o lugar onde habito seja como uma floresta. Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e árvores e flores, animais e pássaros, todos conhecidos e por mim reverenciados com amor." A Bruxa, Rae Beth

Shammash Ha-Chayim
#5
Citação de: Bela Tavares em 09 agosto, 2013, 14:00
O ritual está confuso de fato, implicando conceitos que a maioria de nós não entende/não conhece e portanto o ritual perde toda a sua força. Fazer um ritual desta forma sem alcançar toda a sua complexidade e sem o entender é uma coisa vazia e sem significado.
Conheço um ritual parecido que usamos na angeologia, mas a relação dos anjos e suas propriedades como aqui se apresenta não está de facto correcta como o Shamash referiu.

Tsohora'im Tovim,

Aquele ritual pode ser completamente entendido e acredita que é usado por milhares e milhares de praticantes, mas simplesmente tem erros conceptuais. Compreendido, ou não, não é poderoso. Não podes usar a Kabbalah como base para uma técnica mágica e falhar nos seus conceitos. Se sabem que falharam? Duvido, nunca nenhum Rabi, nem nenhum Mekubbal ensinou fosse o que fosse a Mathers, ou a Crowley. Eles leram e entenderam o que puderam. Nós não lhes demos qualquer Iniciação formal.

Se eu o vou corrigir?

Não. A verdadeira Kabbalah nunca foi, não é e nunca será um ensinamento público. As suas técnicas mais elementares, ok, são boas para toda a gente. MAS a Kabbalah Mágica, a Mística e profunda, que pratica um Mekubbal? Essa nunca será pública, nem publicada. É demasiado forte e demasiado incompreensível para que um qualquer grupo de goyim-New Age a tente usar num ritual qualquer com Pan, ou com Ishtar, quem sabe, com Zeus, porque não? Eles usam tudo. Misturam bem os deuses todos, abanam numa língua "dos elfos", com Hebraico à mistura, uma pitada de enoquiano de John Dee (que nada tem a ver com o profeta Enoch, cuja visão se chama exactamente Merkabbah), dão-lhe duas viradelas e já está! Ali sai um ritual com Hecate, Adonai, Ching Chang Chung, e outros deuses à mistura.
Uma só, e denotem bem, uma só chave verdadeira de Kabbalah Mágica e tinham juntado a uma fogueirinha de parque de campismo, um litro de Trinitroglicerina.
Tal como os Monges Tibetanos não ensinam o profundo do método Dzogchen, publicamente, nenhum Rabi, ou Mekubbal, ensina a tecnologia espiritual da Kabbalah mágica senão a alunos da máxima confiança e maturidade provada.

Desculpem se pareci Xenofobo, mas para mim um Judeu, não é um habitante de Israel, nem um residente na Diáspora, nem mesmo os Anusim, para mim um Judeu (referindo-me a Judeu, como Povo Eleito) é um buscador sincero e genuíno, seja ele de que raça, ou de que credo for. Deus não tem filhos preferidos...

Shalom ub' Baracha

Shammash ha-Chayim