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  Tópico: Cérebro "versus" alma: parte I - O amor (385 visualizações) Setembro 29, 2017, 22:53:01
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» em: Setembro 29, 2017, 22:53:01

     A evolução da alma é, segundo dizem, viver dando uso aos sentimentos mais nobres do ponto de vista moral e o repudio dos menos nobres. Esta definição trata os sentimentos como algo que é intrínseco à alma e em teoria assume que após a alma esses sentimentos perduram no espírito.

     Acontece porém, que nenhum corpo seja de homem ou de animal, sobreviveria na terra sem sentimentos, sejam eles os bons ou os maus. Os sentimentos são os sensores do cérebro para que este saiba o que está bem ou o que está mal e dessa forma procure forma de corrigir o corpo para que tudo volte ao normal.

     Comecemos pelos sentimentos mais nobres.

     O amor é o mais belo e o mais falado, mas o que aconteceria à vida física sem amor? Poucos seriam os seres vivos que sobreviveriam nos primeiros dias de vida. É o sentimento de amor, com todo o prazer e euforia que provoca, que faz com que uma mãe olhe com ternura para o filho e que tudo faça para o proteger. E para proteger mais a vida, esse sentimento de uma forma natural, é extensível a tudo o que é pequeno e recém nascido. Qualquer animal recém nascido recebe atenção e carinho de uma forma diferente que recebe o mesmo animal quando já é adulto. Aqui, esse sentimento em muitos casos até ultrapassa a diferenciação das espécies, havendo animais que mostram ternura e protegem as crianças e humanos que reagem da mesma forma para as crias de outros animais.

     O sentimento “amor” varia entre a amizade e a paixão. Sem amizade as pessoas não se socializavam e não existiria a entreajuda, nem mesmo dentro da mesma família. Seria um constante lutar para conseguir alimento para sobreviver e daí resultaria o fim das espécies vivas. É a amizade que une os povos, que fomenta a entreajuda nos momentos de dificuldade preservando a sobrevivência.

     Quando o sentimento amor se refere ao amor entre duas pessoas, mostra uma característica que nos humanos substitui o “cio” dos animais. Tendo em vista as suas características de ser pensante e critico, seria provável que sem algo que justificasse uma união definitiva entre duas pessoas, o sexo fosse algo menos praticado e os nascimentos tendessem a diminuir. Uma mulher pensaria mais na dificuldade de criar os filhos sozinha e mesmo quando eles nascessem as condições para os manter vivos seriam mínimas. Aqui devemos ver a sociedade como era no inicio e não com as mordomias de que hoje usufruímos. Um homem talvez não saiba dar valor às dificuldades de que fá-lo, mas uma mulher entende perfeitamente.

     Esse sentimento de amor é despertado  pelas características essencialmente físicas da pessoa que é alvo desse sentimento. Quando é experimentado, esse sentimento de amor faz com que um se “derreta” pelo outro e até tem uma característica interessante que é o cegar a mente ao que normalmente -e nos outros que não amámos-, consideramos defeitos.

     Quando o sentimento raia a paixão, é sinal de que os sensores dos químicos físicos, que o cérebro faz o organismo produzir, foram produzidos em excesso, de tal forma que é o mesmo cérebro que não consegue lidar com a situação que ele mesmo provocou. O alvo dessa paixão passa a ser a razão da pessoa viver e quando não é retribuído esse sentimento sobre-vem quase que a loucura, ou inverte e passa a odiar a mesma pessoa, ou  então transformasse num ciume doentio que leva a mente a cometer qualquer loucura. De salientar que em qualquer dos casos, o apaixonado julga sempre que está a fazer a coisa mais certa pois que o cérebro em relação aos outros bloqueou o sentido critico. Muitas vezes, nem depois da loucura ter sido cometida sente arrependimento pelo que fez, de tal modo o cérebro foi afetado.

     Se o sentimento amor é imprescindível para a sobrevivência da espécie humana e não só, e está sempre dependente das características físicas do nosso cérebro que produzem os químicos que fazem o amor surgir, como pode o amor ser uma condição sem a qual a alma não pode evoluir?

      Depois continuo a falar sobre os outros sentimentos.
« Última modificação: Setembro 30, 2017, 14:36:20 por F.Leite »


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  Tópico: Cérebro "versus" alma: parte I - O amor Resposta #1Setembro 30, 2017, 00:07:37
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» Resposta #1 em: Setembro 30, 2017, 00:07:37

O amor é um sentimento necessário no nosso nível evolutivo, tal como foi referido.
Mas na minha opinião, a condição necessária para a evolução da consciência é o senso de Fraternidade, não é o amor.
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  Tópico: Cérebro "versus" alma: parte I - O amor Resposta #2Setembro 30, 2017, 20:21:47
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» Resposta #2 em: Setembro 30, 2017, 20:21:47

     Quando o sentimento amor se refere ao amor entre duas pessoas, mostra uma característica que nos humanos substitui o “cio” dos animais.
Como já disse num outro tópico, penso que o ser humano deveria tentar alcançar algo mais elevado que o animal que também habita nele.

Nunca compreendi esta perspectiva sobre o amor, como é apresentado nos grandes romances em que o enredo é mais ou menos a mocinha ia a passar na carruagem, o macho vislumbrou-a pela janela e ficou perdidamente apaixonado.
Ora, é isto o amor? Dizem que sim, que é isto o amor à primeira vista.

Tudo isto me parece muito poucochinho e vazio. Depois deste "amor" ser consumado algumas vezes, o ser amado deixa de ser a última bolacha do pacote e passa a ser mais uma pessoa, cheia de defeitos.
E o amor acaba. E depois vislumbra-se outro amor algures e o ciclo recomeça.

A diferença disto para, precisamente!, o cio nos animais é...?

Toda a gente fala sobre o amor, toda a gente sabe o que é o amor. Não se percebe então porque há tantas pessoas infelizes por esse mundo fora.

Parece-me que a maioria das pessoas fala de uma coisa que de facto nunca experimentou, pois passou a vida a sentir desejo sexual e a confundi-lo com algo que ouviu falar, misturando o arrebatamento físico com o arrebatamento da alma que dizem que o amor faz sentir.

          Se o sentimento amor é imprescindível para a sobrevivência da espécie humana e não só, e está sempre dependente das características físicas do nosso cérebro que produzem os químicos que fazem o amor surgir, como pode o amor ser uma condição sem a qual a alma não pode evoluir? 
Assim sendo, não vejo contradição: o cio humano que as pessoas confundem com o verdadeiro amor é imprescindível para a sobrevivência da espécie, e o verdadeiro amor é condição sem a qual a alma não pode evoluir.
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  Tópico: Cérebro "versus" alma: parte I - O amor Resposta #3Setembro 30, 2017, 22:26:23
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» Resposta #3 em: Setembro 30, 2017, 22:26:23

Parece-me que a maioria das pessoas fala de uma coisa que de facto nunca experimentou, pois passou a vida a sentir desejo sexual e a confundi-lo com algo que ouviu falar, misturando o arrebatamento físico com o arrebatamento da alma que dizem que o amor faz sentir.
Assim sendo, não vejo contradição: o cio humano que as pessoas confundem com o verdadeiro amor é imprescindível para a sobrevivência da espécie, e o verdadeiro amor é condição sem a qual a alma não pode evoluir.

     A questão é que existe uma incompatibilidade entre a parte física e essa imposição espiritual referente ao verdadeiro amor. O nosso cérebro não procura nunca o amor, nem tão-pouco dá amor a alguém (no sentido romântico da palavra). As pessoas confundem amor com prazer (sobre o qual já estou a escrever também), pois é isso que o cérebro procura constantemente. A luta pela sobrevivência e a procura de fontes de prazer são os imperativos básicos do cérebro.

     Coisas básicas como a beleza da pessoa, o odor que o corpo dela emite, a forma como fala, a expressão dos olhos e muitos outros pormenores, são os elementos que influenciam o cérebro a desejar essa pessoa. Como eu escrevi, o cérebro tolda-nos o discernimento e impede-nos de refletir nesse primeiro momento. Esse “amor” inicial tende a desvanecer-se à medida que a consciência vai de novo assumindo o seu papel. Então aí começa o jogo dos interesses, se ela sabe tratar da casa, de cozinhar, de cuidar dos filhos e se se porta bem na cama. Ela começa a refletir sobre se ele a trata bem, se é trabalhador, se se esforça por a agradar.

     É assim porque estas coisas que lhes dão prazer é que são importantes para o cérebro. Quando não existem, não há amor que resista. Se não se separam, aprendem a aturar-se pelas mais diversas razões, mas sempre relacionadas com a intenção de sobreviver.

     O amor romântico é muito lindo mas também não vinga em casa sem pão e sem harmonia. Quando o cérebro não obtém prazer da relação e na relação, invade a mente com toda a espécie de conjeturas e insinuações a respeito do amado tentando dessa forma que a mente assuma uma posição de rutura. Uma pessoa bem tenta não pensar, mas os pensamentos dissuasores invadem a mente e os sonhos. Por relatos que me fizeram, nem imagina a qualidade de estratagemas que o cérebro cria para minar uma relação quando dela já não se obtém prazer.

     O amor e uma cabana existe sim, mas precisa de um desprendimento dos valores do "eu". Implica que um se adapte às condições e necessidades do outro de uma forma reciproca, numa luta constante contra os ímpetos do cérebro que foi criado para se auto valorizar em detrimento dos outros. Se todos vivessem dessa forma seria o estagnar da evolução.
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  Tópico: Cérebro "versus" alma: parte I - O amor Resposta #4Setembro 30, 2017, 23:20:19
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» Resposta #4 em: Setembro 30, 2017, 23:20:19

Falar de Amor é sempre muito lindo..... mas na verdade se a pessoa não se AMAR não existe nada mais.


Para que um casal resulte cada um tem que se AMAR a SI mesmo antes de AMAR o "próximo".

Se não houver disciplina e dedicação no casal tudo será em vão numa relação....

As pessoas gostam de se enganar , dá pica andarem pseudo-enganadas e pensam que não andam a enganar ninguém..... Isto é auto e verdadeira Ilusão ! e há quem goste MUITO.


O aspeto animal do Ser Humano pode ter grande performance nas relações .. pela positiva ou pela negativa.,,, Não existe nenhum romantismo no CIO humano ... apenas predadores e presas .

Ainda existe quem ligue a ser predador e presa e até quem alimente isso no dia a dia ... O Ser humano Só descansa com descanso e nesta coisa de conquistas não existe descanso.


Quem cuida do seu jardim, cuida também do seu coração .


Enquanto o Mundo não olhar para o seu coração tudo será em vão. Aqui não existirá nem bom nem mau ... somente VIDA no CORACAO!


O Cérebro é apenas um veiculo ... ou a mente... recebe indicações e cumpre-as .... Ninguém é um cérebro, todos na verdade são VIDA ... Pena que apenas liguem ao que morre um dia .


Se todos olhassem para o seu coração talvez não houvesse tanta miséria como existe ... Depois dizem que Deus é ausente, não existe, ou um tipo qualquer.

Deus não foge de ninguém, nós é que fazemos por isso por pensar demais em vez de sentir.


Tudo de Bom!
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  Tópico: Cérebro "versus" alma: parte I - O amor Resposta #5Outubro 01, 2017, 12:00:58
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» Resposta #5 em: Outubro 01, 2017, 12:00:58

     O amor e uma cabana existe sim, mas precisa de um desprendimento dos valores do "eu". Implica que um se adapte às condições e necessidades do outro de uma forma reciproca, numa luta constante contra os ímpetos do cérebro que foi criado para se auto valorizar em detrimento dos outros. Se todos vivessem dessa forma seria o estagnar da evolução.
Penso que isso acontece sobretudo porque ninguém está para aceitar os defeitos do outro sabendo que aquela pessoa não é A pessoa... acho que o problema é este!
Não interessa o quão apaixonadas as pessoas dizem que estão, lá bem no fundo elas sabem que não é para sempre ou "é para sempre enquanto durar". E se não é para sempre, esse esforço de aceitação, largar o "eu", é tudo visto como trabalho inglório.

O problema é encontrar A pessoa, não é? É isso que tem movido a sociedade e que a tem transformado naquilo que ela é. Não estando A pessoa presente, e dado que a maioria das pessoas não acredita que essa pessoa exista, o melhor é aceitar uma alternativa menos má. Como também não é fácil perceber onde está essa alternativa menos má, segue-se o velho método da tentativa e erro, caça-se e é-se caçado, como diz o Kalki, até à desistência por cansaço de procurar algo que não se encontra, altura em que se fica como o que há e pronto.

Não sou lírica nem vesga em relação à realidade, compreendo a dificuldade em achar A pessoa, aquela por quem vale a pena largar os velhos hábitos e viver com "amor e uma cabana". Compreendo que a maioria das pessoas vai viver a vida toda sem encontrar A pessoa.
Considero no entanto que tudo está relacionado, e se acredito que o verdadeiro amor é condição para a alma evoluir, penso também que esse verdadeiro amor só vai aparecer quando a alma tiver feito um trabalho prévio que a levou até um certo ponto evolutivo que lhe irá permitir viver esse amor. É aquela velha história do dar pérolas a porcos - se uma pessoa ainda está presa na gaiola do cio, não vale a pena dar-lhe asas para voar.

Não parece justo? Não será, mas é... lógico.
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  Tópico: Cérebro "versus" alma: parte I - O amor Resposta #6Outubro 01, 2017, 15:05:55
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» Resposta #6 em: Outubro 01, 2017, 15:05:55

Considero no entanto que tudo está relacionado, e se acredito que o verdadeiro amor é condição para a alma evoluir, penso também que esse verdadeiro amor só vai aparecer quando a alma tiver feito um trabalho prévio que a levou até um certo ponto evolutivo que lhe irá permitir viver esse amor. É aquela velha história do dar pérolas a porcos - se uma pessoa ainda está presa na gaiola do cio, não vale a pena dar-lhe asas para voar.

Não parece justo? Não será, mas é... lógico.

     Mas o problema é mesmo esse, o facto do amor ser algo que necessita de condições para existir. Se não estiver associado ao prazer ou a algo que compense o “sacrifício”, simplesmente se esvai e o individuo é impelido a partir para outra, somente não o fazendo quando existe “perigo” com a separação.

     Este é o ponto fulcral da questão, é o cérebro que comanda o corpo e a mente na sua debanda pelo prazer e pela fuga ao fazer o que dá trabalho.

     É difícil o amor entre duas pessoas que se sentem atraídas fisicamente, agora imagine o amar o próximo incondicionalmente. É simplesmente uma utopia e quem diz que o faz, por certo não tem coragem de se estar a ver ao espelho quando o diz.

      Esse amor exige o dar-se sem esperar nada em troca. O compreender os outros mesmo que nunca se seja compreendido, o sofrer para aliviar o sofrimento dos outros, o estar disposto a morrer para proporcionar a vida a terceiros e tantas coisas mais que só mesmo nos best-sellers do romantismo. Nada disto consegue funcionar num individuo normal sem que lhe provoque problemas a nível mental, simplesmente porque o nosso corpo não tem condições para agir dessa forma e sobreviver de uma forma sadia.

     O que estimula a evolução é o desafio, é o procurar formas de enfrentar o perigo com a ambição de vencer, pois é essa a lei da vida. Todos querem o seu espaço e tudo o que consideram seu, por isso existe a luta exigida pelo ciúme, que não é mais que o medo de perder para os outros o que consideram uma conquista.

     O amor são uns momentos vividos a todo o gás, mas que tal como todos os gazes se evapora e desaparece no ar. O que resta da intoxicação é a posse do outro como se de um troféu se tratasse.

     Talvez se as pessoas aprendessem um pouco a conhecer como trabalha o seu cérebro, aprendessem a conduzir melhor as suas vidas e a evitar estes acidentes que a ilusão do amor provoca.
« Última modificação: Outubro 01, 2017, 15:07:45 por F.Leite »


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  Tópico: Cérebro "versus" alma: parte I - O amor Resposta #7Outubro 01, 2017, 17:20:37
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» Resposta #7 em: Outubro 01, 2017, 17:20:37

     É difícil o amor entre duas pessoas que se sentem atraídas fisicamente, agora imagine o amar o próximo incondicionalmente. É simplesmente uma utopia e quem diz que o faz, por certo não tem coragem de se estar a ver ao espelho quando o diz.

     O amor são uns momentos vividos a todo o gás, mas que tal como todos os gazes se evapora e desaparece no ar. O que resta da intoxicação é a posse do outro como se de um troféu se tratasse.

     Talvez se as pessoas aprendessem um pouco a conhecer como trabalha o seu cérebro, aprendessem a conduzir melhor as suas vidas e a evitar estes acidentes que a ilusão do amor provoca.

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  Tópico: Cérebro "versus" alma: parte I - O amor Resposta #8Outubro 02, 2017, 12:28:43
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» Resposta #8 em: Outubro 02, 2017, 12:28:43

     Mas o problema é mesmo esse, o facto do amor ser algo que necessita de condições para existir. Se não estiver associado ao prazer ou a algo que compense o “sacrifício”, simplesmente se esvai e o individuo é impelido a partir para outra, somente não o fazendo quando existe “perigo” com a separação.
O amor não precisa de condições para existir, nós é que nos impomos limitações e restrições que nos impedem de compreender certas realidades. É como disseste, apenas precisa de desprendimento, ou seja, de liberdade.
Quantos de nós somos verdadeiramente livres? Eu serei livre? Tu és livre? Quando se ganha alguma consciência, inicia-se o caminho em direcção a essa liberdade. E é só isso que é preciso, escolher ser livre e ir nessa direcção.

     Talvez se as pessoas aprendessem um pouco a conhecer como trabalha o seu cérebro, aprendessem a conduzir melhor as suas vidas e a evitar estes acidentes que a ilusão do amor provoca.
Isso é que acreditar na espécie humana! Eu já perdi as ilusões, por isso não me parece que explicar o que quer que seja sirva de muito.
Exemplo prático sobre um assunto que tem consequências físicas visíveis e que permite de forma relativamente rápida observar a relação causa-efeito: explica-se que comer certas coisas engorda, explica-se que a obesidade é perigosa, que favorece o desenvolvimento de uma série de outras doenças. No entanto, perante um alimento que faz mal, o que é que acontece? O que é que vence? O racional ou o prazer?
Pelas estatísticas mundiais, e pela simples observação no dia-a-dia, é o prazer. Vezes e vezes e vezes sem conta. Mesmo quando a vida diária se torna mais difícil, mesmo quando as complicações de saúde começam a aparecer, o prazer vence. "Eu sei que devia perder peso, mas....".

        É difícil o amor entre duas pessoas que se sentem atraídas fisicamente, agora imagine o amar o próximo incondicionalmente. É simplesmente uma utopia e quem diz que o faz, por certo não tem coragem de se estar a ver ao espelho quando o diz.
Acabo por concordar, porque até o exemplo máximo de abnegação e sacrifício que geralmente é dado - Jesus Cristo - aquele que falou precisamente em amar o próximo e dar a outra face, teve os seus episódios de fúria e de descontentamento com a humanidade.

"Incondicionalmente" talvez seja utopia impossível de alcançar, talvez não seja possível prevenir todas fúrias e descontentamentos.
Mas podemos aprender a ser melhores, aprender a dominar os primeiros instintos que nos surgem para sermos mais tolerantes (sendo certo que algumas coisas serão sempre intoleráveis...). Talvez seja difícil entender isto como amor, mas procurar a compreensão e a aceitação é também uma forma de amar - e assim, estaremos a usar o cérebro racional, a dar-lhe primazia sobre o instintivo, e a trabalhar na evolução da alma.
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  Tópico: Cérebro "versus" alma: parte I - O amor Resposta #9Outubro 02, 2017, 20:18:12
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» Resposta #9 em: Outubro 02, 2017, 20:18:12

Ainda pensei umas 10 vezes se havia de comentar, mas decidi avançar com o meu instinto.
De que vale andarmos neste mundo sem sentir e só pensar?!
Quando aquele cheiro a maresia nos atinge e nos leva apenas a apreciar e sonhar, porque haveriamos de pensar na parte cientifica, nas moléculas, etc?
Quando vemos uma flor linda, porque haveriamos nesse momento de pensar que ela é formada por caule, petalas, etc e não apreciá-la simplesmente?!
Porque não podemos simplesmente sentir amor?!
Tudo tem o seu lugar e o seu momento.
O facto de pensarmos e usarmos o nosso cerebro não invalida alimentarmos a alma, com estes sentimentos tão puros.
Temos que raciocinar mas acima de tudo temos que sentir e ser Felizes!
« Última modificação: Outubro 02, 2017, 20:25:50 por Talassa »


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  Tópico: Cérebro "versus" alma: parte I - O amor Resposta #10Outubro 02, 2017, 21:32:23
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» Resposta #10 em: Outubro 02, 2017, 21:32:23

Ainda pensei umas 10 vezes se havia de comentar, mas decidi avançar com o meu instinto.
...
Temos que raciocinar mas acima de tudo temos que sentir e ser Felizes!

     E fez bem em responder. E devo dizer que gostei de todo o romantismo com que exprimiu as suas ideias. Faça a sua vida dessa maneira romântica e saberá o que é a felicidade.

     O que eu pretendo com estes temas é que as pessoas percam um pouco de tempo a pensar que há sentimentos que são atribuídos à alma, mas que são da exclusiva responsabilidade da mente, mais especificamente do cérebro. São sentimentos que reagem a estímulos e não a simples desejos.

     Não basta eu querer amar pois se o meu cérebro não sentir necessidade de receber ou dar atenção e carinho, eu irei sentir desinteresse e vou dizer que aquela pessoa tem algo que não me atraí e não saberei até explicar o porquê. Se fosse da alma eu saberia justificar os motivos.

     Acho bem que as pessoas se amem, mas entendo que o amor não deve ser uma entrega incondicional pois trás sempre dissabores. Por isso digo que as pessoas deveriam aprender a saber como funciona a mente para saberem como lidar com os desgostos que o amor proporciona. É que custa a ver o sofrimento de quem se entregou de corpo e alma e agora se vê perdido ou perdida, de tal forma que pede ajuda e faz coisas que não lembram nem ao diabo, só para tentarem resolver a situação que esse amor (falso amor) criou.

     Sabem dizer: “se eu soubesse não teria feito assim”. Pois bem eu explico como é para que saibam. Só espero que não me culpem agora por ficarem a saber e passarem a ser responsáveis pelos seus atos.

     E agora desculpe focar-me num pormenor do seu texto. Diz que decidiu "avançar com o seu instinto". Você sentiu que devia responder mesmo após pensar várias vezes no assunto. A sua consciência lutou contra o instinto mas a necessidade de exprimir as razões do seu intimo foram mais fortes. Foi ele que venceu e a sua resposta, embora trabalhada pela consciência, não deixa de exprimir o desejo do prazer, que a ideia e necessidade de amar e ser amada, lhe proporciona.

     Consigo até imaginar o sossego e bem estar que a invadiram depois de ter enviado a sua mensagem.
« Última modificação: Outubro 02, 2017, 21:33:19 por F.Leite »


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