Culto aos Deuses Lusitanos

Assuntos Místicos Generalistas

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Masculino Claudius
Dezembro 04, 2010, 01:37:43
Gostaria de saber se aqui alguém pratica o culto a Deuses Lusitanos, como Ataegina ou Endovélico.
Gostaria de alguma informação em relação a isso, pois o que encontro resume-se em três linhas, e gostaria de saber que informação têm vocês acerca deste assunto.

Obrigado desde já....
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Achei o topico bem curioso, ja que sou portugues e nunca tinha ouvido falar eheh
por isso foi dar um search

nao sao bem 2 linhas,
espero que te ajude

Atégina ou Ataegina
Era a deusa do renascimento (Primavera), fertilidade, natureza e cura na mitologia lusitana. Viam-na como a deusa lusitana da Lua. O nome Ataegina é originário do celta Ate+Gena, que significaria"renascimento". O animal consagrado a Atégina era o bode ou a cabra. Ela tinha um culto de devotio, em que alguém invocava a deusa para curar alguém,ou até mesmo para lançar uma maldição que poderia ir de pequenas pragas à morte. Atégina era venerada na Lusitânia e na Bética, existem santuários dedicados a esta deusa em Elvas (Portugal), e Mérida e Cáceres na Extremadura espanhola, além de outros locais, especialmente perto do Rio Guadiana. Ela era também uma das principais deusas veneradas em locais como Myrtilis (Mértola dos dias de hoje), Pax Julia (Beja), ambas cidades em Portugal, e especialmente venerada na cidade de Turobriga, cuja localização é desconhecida. A região era conhecida como a Baeturia Celta. Existem diversas inscrições que relacionam esta deusa com Proserpina: ATAEGINA TURIBRIGENSIS PROSERPINA, esta relação aconteceu durante o período romano.

Na Ara da Vida jaz uma morte. A ti te lanço a minha sorte, Ataegina tríade fatal Pálida Deusa, doce é teu mal. Centenas de corvos sobre o rochedo cantam em coro histórias de Medo de Primaveras que a morte abraça, em ti encontram a sua desgraça. Devotio Ver Sacrum, Devotio Consecratio, Capittis Dirae, Rainha da Noite, Rainha Natura saudoso berço primaveril. Já se choram filhos perdidos para terras amargas sem retorno onde a voz dos Deuses Perdidos bebe o povo o sangue do corno corças alvas trazem esperança lembram destinos, a vitória Nobre Guerra, furiosa dança do pó sai um rumor de glória.

LUSITANOS
Lusitanos são conhecidos como engenhosos para as emboscadas, a busca de informações, são impetuosos, rápidos, capazes de manobras
rápidas. Levam um pequeno escudo de dois pés de diâmetro, côncavo, fixado ao corpo com correntes. Levam também um punhal ou uma faca. Vão de jaqueta em linho. Alguns deles estão também armados de lanças com pontas em bronze. Diz-se dos habitantes da beira Douro que vivem de modo espartano; lavam-se, untam-se com azeite duas vezes por dia em locais especiais e praticam o banho de vapor em estufas de pedra aquecidas ao lume, mas banham-se em àgua fria e fazem um só jantar, que comem cuidadosamente. As povoações das montanhas vivem durante os dois terços do ano da colheita da bolota do carvalho. Os homens vestem-se com uma grande capa preta que serve também de cobertura quando dormem nos colchões feitos de ervas e folhas secas. As mulheres utilizam casacos e vestem-se com bordados de cores vivas. Alguns povos servem-se de moedas, de prata para pagar ou fazem trocas de mercadorias. Deitam do topo dos rochedos os condenados à morte.

OBS. IMPORTANTE: Todo conteúdo sobre o seguimento é direcionada apenas às sábias e verdadeiras Bruxas e tambem aos Magos existencias e confiáveis da nossa era.

Cristina Ferrari

Conteudo colado e copiado na sua originalidade do orkut, comunidade: BRUXAS E MAGOS SÃO POLITEÍSTAS
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Ah, é interessante. Já tinha pesquisado no site que me falaste. E na verdade quando eu digo que não é mais que duas linhas, quero dizer que tudo se resume a isso. Pois é-nos dito basicamente de onde vem o nome, que tipo de Deus é, qual o seu lugar no panteão, e acabou....mas obrigado pela ajuda, é sempre preciosa. Estou a reunir algumas informações de Deuses Lusitanos, e dava-me imenso jeito tudo e mais alguma coisa.....
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Não conheço o livro, mas é uma referência que te poderá ajudar em alguma coisa (pelo menos o titulo é sugestivo)

Deuses Rituais Iniciáticos Antiga Lusitânia - Gilberto de Lascariz
Editora Zéfiro

Também tens o almanaque pagão - Mandrágora de 2009 que é dedicado aos Usos e costumes da Lusitânea (este vou ver se também o consigo)

Diz se são de qualidade ou não
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Pois, é um pouco por aí....eh

O Almanaque eu comprei, o 2011...E tem coisas muito muito interessantes.
Se os anteriores forem assim, então vale mesmo a pena....Aconselho o 2011....

Ainda está na Zéfiro o 2009, se calhar vou comprar, dá sempre jeito. Pois apesar de ser um Almanaque relativo ao ano, tem coisas que são intemporais...
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Sim eles abordam os temas de forma bastante interessante, com algumas explicações e mitologia que dá geito para quem segue um caminho mais pagão.
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Tópico bastante interessante, para o que procuras aconselho-te o "Mandrágora - Almanaque Pagão" de 2009, tens lá imensa informação, bem como o "Mitos e Lugares Mágicos de Portugal", de Eduardo Amarante, ambos da Zéfiro.

No Mandrágora, tens informações de diversos Deuses Lusitanos, bem como um "roteiro pagão" por Portugal e a cada celebração pagã tens referências às tradições portuguesas que estão relacionadas com os mesmos.

No "Mitos e Lugares Mágicos de Portugal" aprofunda mais a questão das celebrações pagãs e os seus vestígios em Portugal, fala também das linhas ley e de diversos cultos, bem como das tradições ainda hoje celebradas como o S. João, do Espírito Santo, magustos, etc..sempre relacionando as origens pagãs destas tradições e, de certa forma, mostrando como ainda hoje estão presentes no nosso dia a dia. É muito interessante.

Espero ter ajudado
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Muito obrigado. Vou mesmo comprar o Almanaque de 2009 então...
Mas já fiz uma pesquisa aqui e ali, e fui coleccionando informação. Depois filtrei algumas coisas. Sei que são informações básicas sobre os Deuses, tirando Ataegina e Endovélico, pois esses são mais aprofundados. Mas aqui vai....

ATAEGINA
A Deusa Mãe

Atégina ou Ataegina é a Deusa do renascimento, pois o seu nome é de origem celta e significaria renascida, ou seja, esta era uma Deusa ligada ao culto da fertilidade que tal como os frutos da terra que renascem todos os anos, também desaparecia sazonalmente no submundo para poder renascer. Também Deusa da natureza e da cura na mitologia lusitana. Viam-na como a Deusa lusitana da Lua.
Não se sabe ao certo qual a origem do seu culto, provavelmente era uma Deusa indígena que foi primeiro celtizada, tal como indica o seu nome e depois romanizada. Esta Deusa acabou por ser conotada pelos Ibero-Romanos a Proserpina e a Libera. Com Proserpina, tinha a semelhança de ser Deusa da fecundidade dos campos e dela acabou por ganhar o carácter infernal que tinha como mulher de Plutão. Libera por seu lado era a primitiva Deusa da fecundidade agrária, irmã de Liber (Baco). Atégina acabou assim por ficar associada a estas duas Deusas do panteão romano.
Para além do facto de ser uma Deusa da fecundidade, ligada ao renascimento da natureza e ao germinar das sementes, o seu carácter infernal fazia com que se lhe fossem consagradas devotio. A devotio era uma cerimónia religiosa que tinha como objectivo fazer mal a alguém convocando através de fórmulas as divindades infernais para que se apoderassem dessa pessoa. Esta devotio servia para lançar uma maldição, que poderia ir de pequenas pragas à morte. O animal consagrado a Atégina era o bode ou a cabra.
Estão também atribuídas a esta Deusa características de Deusa infernal, pois foi encontrada uma inscrição de devotio na qual se lê “Dea Ataecina Turi/brig(ae) Proserpina /per tuam maiestatem / te rogo oro obsecro / uti vindices quot mihi /furti factum est; quiquis / mihi imudavit involavit / minusce fecit [e]a[s res] q(uae) i(nfra) s(criptae) s(unt) /túnicas VI, [p]aenula / lintea II, in[dus]ium ~rabo~/ius I. C…m ignoro i…ius.” (Deusa Ataecina Turubriga Proserpina, pela tua majestade eu peço, rezo e imploro que vingues o roubo que me foi feito. Quem quer que me tenha subtraído, roubado, pilhado as coisas abaixo vão descritas: seis túnicas, dois mantos de linho, uma peça de roupa interior…).
Atégina e Endovélico, formavam um par divino que reinava nos Infernos.
Em algumas inscrições, esta Deusa acabou também por aparecer ligada à medicina, sendo apelidada pelos dedicadores de Servatrix, ou seja, conservadora da saúde dos homens. Tal como ao Deus Endovélico, também era vasto o grupo de pessoas que se dirigiam a Atégina, escravos, homens livres, indígenas e romanos.
Em algumas inscrições o nome da Deusa aparece apenas representado por um A, o que mostra a familiaridade com esta Deusa e vários são os epítetos a ela atribuídos, tal como Dea, Domina, Sancta, Invicta, Servatrix, provando assim a sua importância. Muitas vezes esta Deusa é representada com um ramo de cipreste.
Atégina era venerada na Lusitânia e na Bética, onde existiram santuários dedicados a esta Deusa, especialmente em Turóbriga, de onde seria natural, cidade que segundo Plínio se situava na Beturia Céltica, região na margem do rio Guadiana. Também em Elvas (Portugal), Mérida e Cáceres, na Extramadura espanhola, além de outros locais, especialmente perto do Rio Guadiana, esta Deusa era venerada. Ela era uma das principais Deusas em locais como Myrtilis (Mértola dos dias de hoje), Pax Julia (Beja), ambas cidades em Portugal.

ENDOVÉLICO
O Curador

Endovélico é uma Divindade da Idade do Ferro venerada na Lusitânia pré-romana, e um dos principais Deuses que formam a mitologia ibérica, semelhante ao Sucellus (Deus Gaulês da agricultura, da floresta e das bebidas inebriantes).
Existiram diversas formas de representar o nome deste Deus: Endovellico, Endovollico, Endovolico, Endovelicus, Indovelicus e Enobolico. A origem do nome deste Deus é provavelmente céltica, Endovellicus viria assim do celta Andevellicus que significaria Deus muito bom, como o Dagda dos celtas. Mas embora a origem do nome possa ser céltica, a verdade é que o Deus podia não o ser. Os celtas, tal como os romanos, costumavam respeitar e adoptar as divindades das regiões que invadiam, e assim Endovélico podia ser na realidade um Deus Indígena celtizado.
Quanto às suas características, Endovélico era uma Divindade da terra, da vegetação e dos animais, Deus infernal e com o poder de curar. O porco era o animal consagrado a Endovélico, sendo esta uma prova deste Deus estar ligado ao culto da terra, comparando-se à Deusa Romana Tellus, a quem também era sacrificada uma porca.
Outro facto que prova que Endovélico estava ligado ao culto da terra, é o de existir um oráculo dentro do seu templo que era consultado através da interpretação de sonhos tal como acontecia na Grécia onde os sonhos eram considerados filhos de uma Deusa cujo nome significaria terra.
Com esta comparação entre o Deus Lusitano e a Deusa Grega, nota-se ainda o facto do oráculo desta se destinar sobretudo a questões relacionadas com a saúde, apresentando assim outra faceta de Endovélico que seria também um Deus curador.
Ao seu santuário, onde faziam os seus pedidos, deixavam a suas oferendas e consultavam o oráculo, acorriam gentes de todas as condições sociais tanto da região, como das regiões vizinhas e de outras mais afastadas onde a fama do Deus teria possivelmente chegado. Para além de auxiliar os vivos, era atribuído a Endovélico o governo do mundo subterrâneo e a protecção da vida após a morte.
Numa das mais conhecidas aras dedicadas a este Deus vemos representadas para além do porco ou javali, uma palma e uma coroa de louros símbolos de imortalidade, sendo o loureiro, uma das plantas que permanece verde no Inverno.
Este culto provavelmente pré-céltico estendeu-se até à época romana, altura do seu apogeu, existindo ainda até ao séc. V, até que o cristianismo se espalhou na região. Acabou por ser cristianizado nesta altura, tendo sido substituído pelo culto a S. Miguel Arcanjo que tinha as mesmas características curativas de Endovélico.
Muitos dos monumentos dedicados a este Deus, terão sido destruídos pelos primeiros cristãos. Endovélico tem um templo em São Miguel da Mota, no Alentejo, em Portugal, e existem numerosas inscrições e ex-votos dedicados a ele, no Museu Nacional de Etnologia.

História de Atégina e Endovélico

No Equinócio de Outono, celebra-se o ritual que representa a descida de Atégina ao Submundo. Segundo o que nos conta a tradição, Atégina desce ao Submundo, em busca de Seu Amado Endovélico, que havia sido morto por um grande javali (que simboliza as Forças da Destruição, que desfazem a forma para que a essência possa renascer). Atégina desce e encontra-se com seu amado, agora Senhor do Mundo dos Mortos: Enobólico, o Muito Negro. Ela, que é a força que a tudo vivifica, ao mergulhar nas trevas da Morte, abandona o Mundo dos Vivos à escuridão e ao fenecimento de tudo o que antes era verde e florido. É necessário mergulhar nas escuras profundezas para se encontrar o amor verdadeiro, que é a Vida em seu ápice de realização e razão de ser.
A imagem da Deusa fica sobre o altar nos meses claros do ano, mas no Equinócio de Outono, ritualiza-se a descida de Atégina, guardando com segurança a imagem da Deusa, junto com a imagem de Endovélico, que é também guardada na véspera, quando se ritualiza a morte e descida do Deus ao Submundo, pela força do Javali Negro. Os ícones dos Deuses ficam guardados no sacrário durante os meses escuros e só são retirados seis meses depois, no Equinócio de Primavera, a Festa do Desabrochar da Vida.
Sempre que Atégina desce, confio à Deusa e Senhora Nossa as sementes de meus sonhos. Pois Atégina é, então, a própria Semente: que em busca de florescer novamente em Amor e Beleza, junto a Seu Amado, se enterra no Ventre Sepulcral da Terra Mãe. A semente, debaixo da terra, será roçada pelas Forças de Destruição do Submundo, que farão a casca da semente se putrefazer. Nesse processo, ela passará por dor e medo, numa verdadeira alquimia, no Caldeirão da terra, vermes e humidade do Ventre da Velha Dana. E deste caos germinal, surgirá o broto verde que se elevará, em busca do Sol: Endovélico (o que floresce), que aí sim, terá voltado a brilhar sobre a superfície. O broto crescerá, recebendo os beijos cálidos de Endovélico. O botão logo se mostrará por entre as folhagens, e eis que, no tempo certo, florescerá, e a Deusa, assim, retornará aos seus filhos, a Renascida, a Flor plena de Vida, Alegria, Beleza e Amor, Atégina!
E junto com a Deusa, florescerão os sonhos que este filho devoto lhe confiou, e que junto com Ela, festejará a realização de cada um deles, assim como também aprenderá com Ela sobre a não realização daqueles que não vingarem, pois Atégina é Senhora da Terra, da Lua e do Submundo, Deusa Tripla que reina sobre todos os Mundos, e que conhece o que vai nas profundezas subterrâneas de nosso inconsciente, no íntimo de nossa alma, e Sabedora disso, concederá sempre os frutos apropriados para a nossa colheita.

AERNUS

Aernus é o Senhor dos Ventos do Norte, Deus protector do povo Zoela. Uma bela inscrição foi encontrada em Torre Velha, Babe, Castro de Avelãs, em honra a Aerno, que diz o seguinte: “Deo Aerno Ordo Zoelarum Ex Voto” (“A Ordem dos Zoelas ao Deus Aerno, em cumprimento de um voto”).

ARENTIUS E ARENTIA

Arentius e Arentia são um par de Deidades protectoras do Povo, tendo eventualmente uma feição guerreira. São Divindades exclusivamente da Antiga Lusitânia.

ARES LUSITANI

Ares Lusitani éo Deus dos cavalos e cavaleiros na mitologia lusitana, na área cultural da Galécia e Lusitânia (no território da Galiza moderna. Espanha e Portugal). Essa divindade era provavelmente uma adição greco-romana tardia ao panteão nativo.

BANDONGA

Bandonga é uma Deusa conhecida por uma inscrição que contém uma interessante referência a um indivíduo de nome “Celtius”, podendo aqui referir não tanto ao nome próprio mas mais a uma denominação étnica, isto é, “dos Celtas”. Alguns estudiosos dizem que isso se confirma pelo significado do prefixo Band, que segundo alguns, se refere a “ordenar” ou “proibir”, podendo também se referir a um prefixo feminino (ainda hoje usado na Irlanda, como por exemplo em “Banshee”). Seguindo outras teorias, como a que nos leva ao prefixo indo-europeu “Bhend” (analisado anteriormente), chegaremos a uma possível contraparte feminina de Band: uma Deusa tribal, protectora dos laços espirituais assim como dos laços de sangue, que unem a estirpe, nesta vida e além dela; Esse aspecto coloca Bandonga como uma Deusa de importância crucial para as Bruxas ibéricas, de Tradição Hereditária.

BANDUA

O seu nome deriva da raiz indo-européia “Bhend”, que significa “atar, ligar”. Isso demonstra que Bandua é uma Deidade dos laços, das ligações: dos laços mágicos, bem como dos laços que unem os homens, laços de honra e de sangue. Trata-se de uma Deidade da primeira função, mais no âmbito da Soberania do que no da Guerra, propriamente dita (apesar de seu carácter guerreiro ser indiscutível, como atestam muitos de seus epítetos: “Bandua Aetobrigus” – O fogosamente forte –, “Bandua Cadogus” – O Guerreiro –, entre outros). Bandua ou Band, é uma Divindade guerreira, da magia guerreira, vinculada a comunidades humanas, a confrarias de guerreiros, isto é, de grupos de guerreiros de elite, relativamente afastados do resto da comunidade, dedicados inteiramente à vida bélica, desprezando o dinheiro (se se tiver em conta o episódio em que Viriato, Grande Líder da Resistência Lusitana contra a invasão romana, exprime o seu desprezo pelos bens do seu sogro Astolpas). Bandua (nome com variantes, entre as quais Bandonga e Band ) era adorado por Galaicos e Lusitanos.

BÔNCONCIOS

Bônconcios é o Deus Gerreiro da Mitologia Lusitana.

BORMÂNICO

Bormânico é o Deus das águas termais, equivalente a Esculápio. É portanto, um Deus da Saúde, adorado a norte do Douro. O seu nome significa faço ferver, isto é, a água que brota nas caldas. Alguns estudiosos interpretam Bormânico como uma Entidade de carácter iniciático, já que na água tudo se dissolve, assim como todo passado simbolicamente é abolido, através da simbologia da morte no mergulho, e do renascimento no erguer-se das águas. Apesar de ser adorado pelos Lusitanos era de origem Ligure.

BRIGANTÉS

Brigantés é a Deusa Guerreira ibérica, possivelmente associada à tribo celta dos Brigantes (Calaicos). Também chamada Brigantia, é associada a Brigit, assim como a Minerva.

CARIOCECUS

Cariocecus era o Deus da guerra na mitologia lusitana. Era o equivalente lusitano para os Deuses romanos Marte e para o grego Ares.
Os lusitanos praticavam sacrifícios humanos e quando um sacerdote feria um prisioneiro no estômago fazia previsões apenas pela maneira como a vítima caia e pela aparência dos intestinos. Os sacrifícios não estavam limitados a prisioneiros mas também incluíam animais, em especial cavalos e bodes. Ofereciam um bode, os prisioneiros e cavalos a este Deus. Os lusitanos cortavam a mão direita dos prisioneiros e as consagravam a Cariocecus.

DUBERDICUS

Duberdicus era o Deus das fontes e da água na mitologia lusitana. Deus cujo nome pode ser decomposto em Durb (céltico drucht, que é orvalho), ed e icus, estes últimos sufixos comuns entre os celtas. Significaria assim “O Deus que goteja”, ou seja, um Deus ligado à água de fontes ou do rio Avus, que passa perto de Ronfe, onde a inscrição foi encontrada;

NABIA

Nabia era a Deusa dos rios e da água na mitologia galaica e lusitana – o seu nome significa água corrente. Ela é a Ninfa das Florestas. O rio Navia, na Galiza, e o rio Neiva, perto de Braga (antiga capital da Galécia), foram baptizados em sua homenagem. Nabia tem também uma função guerreira e de orientação da comunidade, o que reforça o seu papel de padroeira do contacto com o Outro Mundo, já que a guerra é uma porta para a vida pós-morte. Nabia era especialmente adorada entre os Brácaros, tal como é comprovado pelas inscrições epigráficas em língua céltica da Fonte do Ídolo em Braga (Bracara Augusta) e latina de Marecos (Penafiel).

NANTOSVELTA

Nantosvelta era uma Deusa gaulesa da natureza e da caça, assimilada pelos romanos como sendo Diana. Pelo menos um baixo-relevo dela foi encontrado na Alemanha. Nantosvelta era também a Deusa da Natureza entre os lusitanos. Era esposa de Sucellos.

RUNESOCÉSIO

Deus Guerreiro e mágico, referido como “Runesus Cesius”, sendo a segunda partícula do nome um epíteto. Atribuem-lhe origem céltica, significando “O Misterioso”, do irlandês arcaico “Run”, ou seja, “Mistério”, e/ou “armado de dardo”, que seria o seu epíteto segundo um mote celta. Chegamos então ao significado de Runesocesius: “O Deus dos Dardos” ou “O Misterioso armado de Dardo. Possui uma natureza misteriosa e um carácter marcial. Com Ataegina e Endovélico, este Deus forma a trindade da mitologia lusitana.

TANIRA

Tanira é a Deusa das Artes na Antiga Lusitânia.

TONGOENABIAGUS

Tongoenabiagus era o Deus Fertilizador e das Fontes do Juramento – o seu nome significa Deus da Fonte que se Jura – para o povo castrejo da Galécia, actual norte de Portugal e Galiza. A Fonte do Ídolo, em Braga, é uma fonte romana dedicada a Tongoenabiagus, onde se faziam promessas e juramentos. Aqueles que juravam, diriam algo parecido a esta sentença em irlandês arcaico: “Tong a toing mo tuath” (“Juro o que jura o meu povo”). Tal juramento era feito por Tongoenabiagus, junto da fonte de sua invocação. Possivelmente um Deus duplo, Tongoe e Nabia, é um Deus das águas.

TREBARUNA

Trebaruna seria uma Deusa lusitana que, com a chegada da religião romana, foi associada à Deusa Victória, passando os dois cultos a serem celebrados em paralelo.
Trebaruna significava segredo da casa (do celta Trebo, que significa Casa, Lar, e Rune, que significa Segredo, Mistério). Esta Deusa começou por ser um penate, ou seja um génio doméstico que habitava uma casa e que protegia os seus moradores, passando mais tarde a ser uma Deusa guerreira. Não se vê a necessidade de qualquer transformação da parte da Deusa, no sentido de uma evolução de Guardiã do Lar para Deusa da Guerra. As duas funções podem perfeitamente coexistir o tempo todo na mesma Divindade. Isto faz com que seja considerada uma versão lusitana das Deusas célticas da Guerra e da Magia Morrigú, ou Morrighan, Macha e Badb Catha.
Foi encontrada uma inscrição referente a esta Deusa numa ara, que foi descoberta no Fundão, sendo que nesta mesma propriedade encontrava-se igualmente uma ara dedicada a Victória, Deusa guerreira romana. Não se sabendo contudo ao certo qual a proveniência destas duas inscrições.
O lobo é o animal associado à Deusa Trebaruna.

TURIACO

Turiaco – em latim Turiacus – era o Deus do poder das mitologias galaica e lusitana. Parece ter sido especialmente venerado pelos gróvios, povo galaico que habitava o vale do rio Minho. Seu nome seria proveniente dos termos locais tur ou tor, que significam "senhor" ou "rei", e teria sido relacionado, por estudiosos, a uma inscrição irlandesa em gaélico que alude a Tor í rí no tighearna.
« modificado por Claudius em Dezembro 07, 2010, 05:26:36 »
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Na Ara da Vida jaz uma morte. A ti te lanço a minha sorte, Ataegina tríade fatal Pálida Deusa, doce é teu mal. Centenas de corvos sobre o rochedo cantam em coro histórias de Medo de Primaveras que a morte abraça, em ti encontram a sua desgraça. Devotio Ver Sacrum, Devotio Consecratio, Capittis Dirae, Rainha da Noite, Rainha Natura saudoso berço primaveril. Já se choram filhos perdidos para terras amargas sem retorno onde a voz dos Deuses Perdidos bebe o povo o sangue do corno corças alvas trazem esperança lembram destinos, a vitória Nobre Guerra, furiosa dança do pó sai um rumor de glória.
Isso também é uma letra de uma música dos Moonspell.

Moonspell - Ataegina

/curiosidade
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Não é só essa. Eles também têm uma a Trebaruna.
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Os deuses Lusitanos, tal como outros panteão de deuses bárbaros (no sentido romano de estrangeiros) não deixaram registos do culto aos seus deuses, no caso do território português, o período Lusitano é conhecido como a 2º Idade do Ferro, na qual não havia escrita.
Qualquer registo teria de ser em Latim, mas acho que ainda não foi encontrada nenhuma referência.

Pessoalmente acredito que prestar qualquer género de culto a um deus morto vai trazer mais desvantagens do que outra coisa qualquer, não sabemos do que é que ele gosta
« modificado por ElFog em Dezembro 23, 2010, 23:23:30 »
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Mas existem registos. Coisas muito vagas, mas existem, com os nomes dos Deuses.
Lá por eu não conhecer tão bem, não quer dizer que eles estejam "mortos", aliás, existem exemplos de Deuses que são hoje cultuados, mas obviamente com outro nome porque se tornaram Santos Cristãos.
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Sim, existem registos deixados por pessoas que dedicavam uma epigrafe a um deus local, mas os deuses continuam a fazer parte de uma religião morta.
Um deus que se transformou num santo já não é um deus, é uma nova entidade. Podes dizer-me que ainda veneramos Ísis através do culto Mariano, mas Maria já não tem nada a ver com Ísis. Ires a uma igreja e rezares a Isis vai valer-te uma palmada na cabeça por parte do padre.
Saberes o nome do deus não faz com que saibas como o venerar.
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Isso é verdade, mas não concordo com a religião morta. No caso da tradição celta que existiu e que ainda existe em Portugal, principalmente no norte, naturalmente não é isso a religião, mas tem uma forte ligação com ela. E os bruxos de tradições celtas sempre existiram, apesar da Cristianização de muita coisa, mas eles viveram e ainda hoje vivem, por isso, de certa forma, não se perdeu toda a ideia religiosa ligada à Natureza.
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Se dizes que todos os deuses evoluíram de outros vais acabar por concluir que só há um deus. O norte é a zona mais católica do país, não confundas as bruxas que evoluíram na cultura cristã com a malta que viveu há dois mil/três mil anos atrás, nem o próprio cristianismo sobreviveu imutável durante estes dois milénios quanto mais uma religião mínima. E lá porque no norte existem gaitas de foles e brincos com técnicas celtas, não significa que eles venerem deuses lusitanos ( a Lusitania nem ocupava a totalidade do Norte do País.

Não confundas religião com traços culturais deixados pela ocupação de outros povos (e há mais traços muçulmanos do que celtas), e mais importante do que isso não te esqueças que apesar do Norte da península não ter sido tão romanizado como os Romanos queriam foi muito bem ocupado por várias tribos germanas que se ocuparam em destruir tudo o que estava para trás, incluindo cultos à natureza (mas a cristianização do pagão foi sobretudo na baixa Idade Média)

Posso estar enganada mas os celtas foram também meio apagados da história e os wiccas nasceram na década de 50 do séc. XX ou algo assim... por isso a bruxaria celta como a conhecemos hoje não tem nada a ver com o que existia, e o que existia não é a mesma coisa.

As religiões mais antigas e que se mantêm o mais próximo do original de quando foram criadas, continua a ser o islão e o hindu (e as religiões de tribos perdidas no meio da selva, que não movem mais do que a própria tribo), o resto alterou-se tudo dramáticamente.

Dai eu te dizer, que são deuses mortos, se não se tivesse encontrado epigrafes com os nomes deles, nem se sabia da sua existência.
Isto por exemplo: "Na Ara da Vida jaz uma morte. A ti te lanço a minha sorte, Ataegina tríade fatal Pálida Deusa, doce é teu mal. Centenas de corvos sobre o rochedo cantam em coro histórias de Medo de Primaveras que a morte abraça, em ti encontram a sua desgraça. Devotio Ver Sacrum, Devotio Consecratio, Capittis Dirae, Rainha da Noite, Rainha Natura saudoso berço primaveril. Já se choram filhos perdidos para terras amargas sem retorno onde a voz dos Deuses Perdidos bebe o povo o sangue do corno corças alvas trazem esperança lembram destinos, a vitória Nobre Guerra, furiosa dança do pó sai um rumor de glória." que meteram ali em cima, é treta, foi alguém que inventou.
Um deus cujo culto se esqueceu é um deus morto.
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