Sharkuel
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Que procuramos nós neste extenso universo?
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« em: Setembro 07, 2010, 11:31:37 » |
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Isto já aconteceu a uns anos, eu não presenciei directamente mas esta história conta-se já a muitos anos no meu bairro, e envolve a mãe de um amigo meu.
Tinha eu uns 5 anos quando aconteceu, e primeiro falarei no meu ponto de vista, ou seja, do que vi realmente. Lembro-me de estar na rua a brincar, e que um amigo meu da minha idade tambem, teve de ir para casa porque a mãe estava a sentir-se mal. O irmao mais velho dele veio chama-lo, palido e cheio de lagrimas nos olhos. Enrolava-se todo a falar, e o meu amigo, a estranhar a reacção do irmao, foi com ele a correr.
Eu por instinto fui atrás deles. Perto da casa dele vi uma multidão, e la ao pé estava estacionado uma ambulancia dos bombeiros voluntarios da Póvoa de santa Iria e o Mercedes do padre. Quando me tentei aproximar, um senhor agarrou-me no braço e disse para eu nao avançar mais, que a mulher estava com o diabo no corpo. Eu fiquei indignado com esse relato. Passados uns 45min, a mãe dele sai de maca, e o padre Belchior, a sangrar do peito e do nariz. Entraram na ambulancia e desapareceram.
Passados uns 2 ou 3 dias, a noite, acordei com uma barulheira descomunal. Vi pela janela umas luzes de ambulancia e fui a janela ver o que se passava. Uma multidão reunida a porta do prédio do meu amigo (que era em frente ao meu) mais uma ambulancia, criavam um alvoroço descomunal, por isso eu, mais os meus pais e irmaos (mesmo a tuga) fomos ver o que se passava. Lá pudemos constar, segundo o meu amigo, que o irmao mais velho caiu da janela (1º andar) e aterrou directamente na calçada. Mais tarde, para surpresa de todo o mundo, nem uma unica nodoa negra no corpo dele. Foi como se aquilo nunca tivesse acontecido.
Agora o relato de um dos vizinhos, que esteve la directamente, e do irmao mais velho do meu amigo, e do pai deles.
Tudo começou quando o pai deles chegou a casa, mais cfedo do que o costume, e depara-se com a esposa agarrada ao lava-loiça da cozinha, a vomitar o que segundo ele eram tufos de cabelo loiros. Ela estava a agoniar de dores e apertou o lavatorio com tanta força que o aluminio ficou com as marcas dos dedos dela amolgados.
O pai, face a estranheza da situação, decidiu ir a casa do vizinho do lado telefonar para o 115 (na altura nem todos tinham telefone fixo). Após a chamada, ele e o Vizinho foram ter com a mãe do meu amigo, quando se depararam com a seguinde situação: a mulher, no centro da sala, com as maos ao peito, como se estivesse a rezar, e de bicos de pes, quase a flutuar, com os cabelos a esvoaçar.
O vizinho entrou em panico e fugiu, o pai confrontou a situação. perguntou-lhe o que se passava, naturalmente em panico, e ela "pousou", ficando inerte no centro da sala. Ele tentou aproximar, mas ficou paralizado, a olhar para os olhos dela, até o vizinho chegar com o padre. Ele nesse trance perdeu a percepção do tempo, mas o vizinho diz que demorou uns 15min para buscar o padre.
O padre, vestido a "civil", mal entrou disse que sentia mais alguem dentro da sala, entao que a mãe, com voz de homem, disse: "Ó senhor padre, vem dar-me uma missa em privado?!" e começou a rir-se loucamente. O padre pediu-lhes para sair de casa, para segurança deles. Quando fecharam a porta, ouviu-se um grito extridente, o som de algo a arrastar-se pelo chao, e uma pancada seca muito forte, tipo um saco de batatas a ir contra uma parede. Os bombeiros voluntarios chegaram ao local, mas foram impedidos nas escadas do predio de entrar na cas pela vizinhanca, dizendo que o padre estava la dentro com uma mulher "possuida". Eles esperaram, ouviam barulhos la dentro, e um dos bombeiros por radio tentou notificar o comandante, mas nao conseguia apanhar sinal lo comunicador da ambulancia, só ouviam ruido "branco", e algo que parecia uma comunicação de radio muitissimo má a ser trasnmitida. Eles tomaram iniciativa e decidiram arrombar a porta. Quando entraram na casa, a sala estava vazia. Não se ouvia nada. De repente, ela aparece e golpeia um dos bombeiros, com uma força descomunal. O outro, que era um tipo bem grande, tentou agarra-la, mas foi dominada pela mulher. O meu amigo e o irmao entretanto surgem em cena, e ela larga o bombeiro e agarra-se aos filhos a dizer "Estes são meus!!!" no meio de gargalhadas loucas.
O padre, a sangrar do peito e da cabeça, madou um liquido qualquer para cima dela, e sal, fazendo com que ela começasse a gritar de dor, passando da tonalidade masculina, para a femenina, voz normal dela, e desmaiou. Os bombeiros agarraram nela e levaram-na junto com o padre, que estava em muito mau estado, camisa e calças rasgadas, arranhoes no peito, e escuriações na cabeça.
Agora o episodio nocturno. Relato do meu amigo.
Estava a dormir, quando viu o irmao dele, a janela, a despejar pacotes de sal para a rua. Levantou-se mas sentiu que algo estava estranho com ele, mesmo assim perguntou-lhe o que se passava. Ele respondeu "Estes filhos da ~mulher da vida~ queimaram-me antes, mas agora não me apanham." e ele perguntou quem o queimou, e ele responedu "O cabrão daquele padre! Ele virá cá novamente, eu sei, vou chama-lo." e assim, saltou pela janela, segundo ele, caindo violentamente na calçada.
Todos em casa acordaram, e foram em auxilio do rapaz, que estava a dormir, sim, a dormir, na calçada. Mesmo assim levaram-no para o hospital de vila franca para ver se tinha hemorragias internas ou outra coisa qualquer.
Nos dias seguintes, uma "equipa" de monges/sacerdotes foram a casa. a familia foi de ferias forçadas, e deixaram a casa para os sacerdotes, que só la iam de madrugada, exorcizar o recinto.
Isto foi um caso polemico aqui na zona onde eu vivo. Não mecionei nomes para salvaguardar a identidade dos envolvidos.
Nunca soubemos quem era realmente o espirito. Mas a reação que ele teve com as crianças, e o seu odío pessoal pelo padre Belchior dá que pensar.
O meu amigo ja nao falo a anos com ele. O irmao dele desde entao ficou um alucinado de primeira. A mae dele nunca mais falou com ninguem ca no bairro, só a vejo de vez em quando auando vai trabalhar. O pai é o unico que esta na mesma, e foi o unico que tinha o discurso sem "buracos" de informação.
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