Tópico: Consequencias de não admitir um erro (542 visualizações) |
Maio 06, 2017, 10:32:08
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Guru    Mensagens: 1253 Apreciações: 3115 Referidos: 0
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» em: Maio 06, 2017, 10:32:08 |
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http://portugalparanormal.com/index.php/topic,40441.msg383691.html#msg383691 O texto que cito, escrevi-o como resposta a uma chamada de atenção da Littlelight. Foi errado o que fiz, mas serve para mostrar como funciona a nossa mente e os males que ela nos causa no dia a dia. Foi errado porque foi uma fuga para a frente perante a chamada de atenção de um erro. Em lugar de o admitir, procurei circunstancias em que me fico somente pela "tentativa" e ao escarrapacha-las na escrita fiquei com a consciência aliviada. Estava justificado o erro apontado, porém é pior a emenda que o soneto. Acordei hoje a pensar nessa resposta, sinal que durante a noite ela bailou nos meus sonhos e me chamou a atenção. Se tal aconteceu é porque entrou em choque com o meu subconsciente, pois não é essa a forma de agir que eu me esforço por mentalizar. Nos meus momentos de auto-sugestão, digo a mim mesmo que “ao notar os meus erros eu mudo a forma de agir e pensar, de acordo com o que é certo”. Acontece que não foi isto que fiz e por isso esta ansiedade de reconhecer o erro e admiti-lo. Não o admitir irá criar desleixo no meu subconsciente e fará com que se tornem difíceis, senão mesmo impossíveis, as mudanças de comportamento que eu quero impor a mim mesmo. Isto porque não admitir o erro é dar um mau exemplo ao subconsciente que é como um filho a copiar o exemplo dos pais. Se o pai (a consciência) não admite o erro e não muda quando lhe dizem que está errado, porque há-de o subconsciente mudar quando a consciência lho pede para o fazer? É por isso que vícios e hábitos enraizados no nosso comportamento são tão difíceis de superar. Nós em consciência não nos damos o melhor exemplo.
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Tópico: Consequencias de não admitir um erro |
Resposta #1 – Maio 06, 2017, 16:11:16
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Não seja duro consigo, F. Leite. A mim também acontece-me escorregar muitas vezes precisamente naquilo que defendo com mais fervor. Admitir o erro (e o erro é algo subjectivo) é bom, daí a sermos intransigentes connosco vai uma diferença grande. Estou a supor que está a ser duro consigo por causa desta expressão: Não o admitir irá criar desleixo no meu subconsciente e fará com que se tornem difíceis, senão mesmo impossíveis, as mudanças de comportamento que eu quero impor a mim mesmo. Isto porque não admitir o erro é dar um mau exemplo ao subconsciente que é como um filho a copiar o exemplo dos pais. Se o pai (a consciência) não admite o erro e não muda quando lhe dizem que está errado, porque há-de o subconsciente mudar quando a consciência lho pede para o fazer?
Impor algo para mim significa ir contra a vontade de alguém, sem tomarmos a mínima consideração pelo estado emocional da pessoa. É uma expressão que a mim causa desconforto, tem uma carga emocional negativa. Gosto mais da expressão "escolho", ou "opto", que para mim significa fazer o que queremos, pelas razões certas (novamente, algo subjectivo) e mais passível de ter resultados mais duradouros. A base para a mudança de comportamentos é pois a aceitação, lá está, a admissão de algo prejudicial, e não propriamente a imposição de novos comportamentos. Primeiro aceita-se, depois muda-se, com determinação e carinho. É a minha visão das coisas, peço desculpa se supus algo que não é de todo verdadeiro para si.
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Resposta #2 – Maio 06, 2017, 17:11:59
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Não seja duro consigo, F. Leite...
Impor algo para mim significa ir contra a vontade de alguém, sem tomarmos a mínima consideração pelo estado emocional da pessoa.
A intenção é mesmo essa, ir contra a vontade de alguém. Necessito mesmo de ser duro comigo para conseguir superar e já o consigo fazer. Eu tinha um condicionamento mental imposto por uma senhora através de uma cartomante. Foram-me ditas estas palavras: "não irás conseguir aquilo que pretendes". Já lá vão 40 anos e nunca saíram da minha mente. Ocorriam-me ao pensamento sempre que no trabalho me comprometia com datas de entrega, como se o meu intimo me disse-se "não vais conseguir". E na verdade raras vezes consegui. Já aqui relatei o episódio e por isso abstenho-me de o voltar a contar, mas o ter interiorizado estas palavras, provocou-me uma auto-obsessão que só recentemente superei. Não imagina o prejuízo e frustração que provocou na minha vida esta situação. - "não irás conseguir aquilo que pretendes" é uma frase vaga, mas abrangente. Não menciona nenhuma pretensão especifica e leva o subconsciente a generalizá-la e a criar obstáculos em tudo o que se quer fazer. A solução foi deixar de querer fazer e passar a desejar fazer, isto porque para mim querer e desejar são coisas distintas. Imagine que só no principio deste ano é que encontrei esta solução. É mais fácil o subconsciente gravar uma mensagem que lhe é dita com autoridade, do que quando é dita com doçura nas palavras.
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Resposta #3 – Maio 06, 2017, 17:41:30
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É uma questão muito interessante, e leva tambem a que outros reflitam no mesmo, ou seja, que impacto tem o facto de não admitirmos um erro, a verdade é que facilmente o ser humano cai no papel de vitima, e de não aceitar que erra "Quem, eu?!" facilmente colocamos a culpa no outro e não aceitamos que temos falhas, e assim de certa forma sentimo-nos aliviados inicialmente...mas a engrenagem la esta silenciosamente as voltas num ciclo vicioso quase imperceptivel e que condiciona as nossas vidas. A littlelight tem razão fleite, esta a ser um pouco duro demais consigo, repare que o facto de ter admitido um erro e tê-lo exposto publicamente ja demonstra que soube como lidar bem com a situação, e nos fim das contas admitiu o seu erro.
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Resposta #4 – Maio 06, 2017, 23:21:11
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Guru    Mensagens: 1469 Apreciações: 2101 Referidos: 0
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- "não irás conseguir aquilo que pretendes" é uma frase vaga, mas abrangente. Não menciona nenhuma pretensão especifica e leva o subconsciente a generalizá-la e a criar obstáculos em tudo o que se quer fazer. A solução foi deixar de querer fazer e passar a desejar fazer, isto porque para mim querer e desejar são coisas distintas. Imagine que só no principio deste ano é que encontrei esta solução.
Pode explicar qual a diferença para si entre querer e desejar, se não se importa? Foi algo que chamou-me a atenção e gostava de perceber essa distinção. E já agora, para si, palavras ditas com autoridade implicam que não haja doçura nelas? Uma coisa anula a outra? É uma questão muito interessante, e leva tambem a que outros reflitam no mesmo, ou seja, que impacto tem o facto de não admitirmos um erro, a verdade é que facilmente o ser humano cai no papel de vitima, e de não aceitar que erra "Quem, eu?!" facilmente colocamos a culpa no outro e não aceitamos que temos falhas, e assim de certa forma sentimo-nos aliviados inicialmente...mas a engrenagem la esta silenciosamente as voltas num ciclo vicioso quase imperceptivel e que condiciona as nossas vidas. A littlelight tem razão fleite, esta a ser um pouco duro demais consigo, repare que o facto de ter admitido um erro e tê-lo exposto publicamente ja demonstra que soube como lidar bem com a situação, e nos fim das contas admitiu o seu erro.
E assim perdemos o nosso poder pessoal, porque como podemos agir, cuidar das nossas vidas, crescer, evoluir, se a culpa do que acontece é sempre dos outros?
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Resposta #5 – Maio 07, 2017, 00:01:46
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Pode explicar qual a diferença para si entre querer e desejar, se não se importa? Foi algo que chamou-me a atenção e gostava de perceber essa distinção.
E já agora, para si, palavras ditas com autoridade implicam que não haja doçura nelas? Uma coisa anula a outra?
Para mim, dizer que quero fazer algo, é pôr em movimento a vontade de conseguir alcançar a meta estipulada. É fixar um objectivo. Já o desejo é o antecipar do prazer de um presumível sucesso, o que não implica a necessidade de acção para o conseguir obter, pois em si mesmo é só um desejo. Se o querer estiver bloqueado e condenado ao insucesso, o desejo de conseguir não o está . Além disso temos também o facto de a nossa mente ansiar mais os prazeres que os deveres. Mais facilmente nos apetece gozar a vida que trabalhar e desejar subentende prazer ao alcançar. O desejo leva-me a alcançar o que o querer não consegue. Quanto à doçura nas palavras é de ter, mas não nestes casos. A nossa mente está preparada para aprender com os erros, porque eles promovem emoções e quanto mais forte for a emoção mais a imagem fica retida. É necessário é no momento da auto-repreensão e mesmo aquando de uma repreensão a terceiros, saber usar as palavras para que o comportamento correto seja esclarecido. De nada serve repreender se não se souber ensinar.
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| « Última modificação: Maio 07, 2017, 00:18:56 por F.Leite »
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Resposta #6 – Maio 07, 2017, 12:14:00
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Grata pelo esclarecimento, F. Leite. Quanto à doçura nas palavras é de ter, mas não nestes casos. A nossa mente está preparada para aprender com os erros, porque eles promovem emoções e quanto mais forte for a emoção mais a imagem fica retida. É necessário é no momento da auto-repreensão e mesmo aquando de uma repreensão a terceiros, saber usar as palavras para que o comportamento correto seja esclarecido. De nada serve repreender se não se souber ensinar.
O que esta frase destacada diz-me é que as emoções que surgem aquando do erro não serão das mais benéficas, pois o erro tem uma conotação muito negativa. E se a emoção for forte e essa imagem ficar retida, na verdade estamos é a prejudicarmo-nos, pois estamos a guardar dentro de nós emoções de culpa, de arrependimento, de rejeição, etc. Concordo que de nada serve repreender se não se souber ensinar. Mas o esclarecimento não muda o erro, o que muda é a adopção efectiva de comportamentos diferentes perante situações similares. É dessa forma que eu interpreto a sua frase. Edit: o que quero dizer é que não aprendemos com os erros, pois se isso fosse verdade bastava errar uma vez e não o faríamos novamente. Nós aprendemos é com as mudanças de comportamento.
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| « Última modificação: Maio 07, 2017, 15:12:32 por Littlelight »
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