Bom dia!
Não sou fotógrafo profissional, mas gosto de fotografar. Sou de Crestuma, Vila-Nova de Gaia, e cá na vila existe imensas fábricas abandonadas, quase todas na sua maioria ligadas à tecelagem.
Um dia, durante a tarde, eu e uma amiga minha fomos até à AC da Cunha Morais (podem ver por este link várias fotografias da fábrica -
http://ruinarte.blogspot.pt/2011/06/ac-da-cunha-morais-fabrica-de-fitas-e.html ATENÇÃO - Nenhuma dessas fotografias foram tiradas por mim) para tirarmos umas fotografias. A fábrica está dividida em alguma áreas, tendo um pequeno edifício que funcionava como tinturaria, tinha o chalé do engenheiro, enfim, é um enorme complexo fabril. Nesse dia, eu e a minha amiga decidimos entrar no que outrora funcionou como o chalé do engenheiro. Lá tem uns belos vidrais, tectos da época bem trabalhados, bastantes documentos relativos à altura do funcionamento da fábrica. Decidimos que seria um bom local para fotografar. Para nosso espanto, quando subimos umas antigas escadas de madeira, que dão até aos tais vidrais que mencionei ainda há pouco, e sendo que essas escadas dariam a um andar mais antigo, visto estar já bem mais destruído, e onde seriam as acomodações, talvez dos hóspedes não sei bem, até porque existiam camas ou suportes delas nessas mesmas divisões, ouvimos passos.. mas não passos ditos normais, era como se algo ou alguém rastejasse. Dava para entender na perfeição que era um passo-rastejo

sobre as pedras e outros objectos no chão. Antes de ouvirmos isto, ainda nos mandamos calar mutuamente para percebermos realmente o que se passava, só depois do nosso silêncio é que ouvimos realmente esses barulhos. Ora, como éramos e penso que ainda somos, uns medricas fizemos o que melhor sabíamos.. fugimos a sete pés daquele sítio. O mais estranho é que passado uns dias, por volta das 07:30h da manhã, e como estava um tempo agradável, acordei e decidi ir caminhar pela vila, e acabei por me aventurar pela fábrica sozinho, cheguei na altura a gravar um vídeo, mas como já faz algum tempo já não o tenho comigo. Mas não ouvi passos nessa manhã, aliás não ouvi nada de nada.