Boa noite.
Ao ler a sua mensagem, apercebo-me que já tentou confrontar o medo do seu filho ao fazê-lo descer à garagem com o senhor ao cimo das escadas. De facto esse é o melhor remédio para um adulto superar as suas fobias mas devidamente acompanhado. Numa criança é um erro que pode custar mais tarde muito tempo e dinheiro em psicólogos. Os processos cognitivos de uma criança servem-se de uma construtividade de métodos bem distintos dos de um adulto. Requerem muita confiança que é adquirida inevitavelmente na relação com os seus pais.
Com isto, concordando com tudo o que foi dito pelos participantes, chamo-lhe apenas a atenção para o facto de desacreditar totalmente o seu filho ao afirmar-lhe que nada existe na garagem logo, coloca uma barreira entre si e ele que tendo dez anos já sabe discernir essa distância. Ou seja, ele afirma que ouve coisas na garagem e o senhor tenta por tudo fazê-lo acreditar que não e, este então, se de facto ouve, sabe que o senhor não acredita nele logo, quebra essa confiança sagrada Pai-filho e fá-lo-á distanciar-se de si no que a esse assunto respeita.
Aquilo que sugiro, porque é bastante provável ser fruto de alguma coisa que ouviu de um colega ou imagem na televisão, é que estabeleça um diálogo aproximativo com o seu filho colocando-se à altura de uma criança de dez anos. Não pressione as respostas! Fale naturalmente e explore-lhe os medos naturais levando em mente que também já teve a idade dele e os medos dele. Quando achar que não há muito mais a desvendar mude suavemente o diálogo para outro tema do interesse dele. Quando tiver reflectido bem no assunto e achar que descobriu a causa da fobia estabeleça as questões que gostaria então de ver respondidas e coloque-lhas sem imposições. Envolva-se no mundo dele e escusado será dizer que deverá envolver também a sua esposa para evitar criar essas distâncias tão naturais e previsiveis num agregado familiar como o seu. Pai= autoridade. Mãe= compreensão e carinho.
Se eventualmente, ficar convicto que o miudo ouve mesmo alguma coisa não o leve logo para um psicologo porque vai ser pior a emenda que o soneto dado que, ele aperceber-se-á que tem qualquer coisa de "mal" que preocupa os pais. Isto claro, depende da personalidade do miudo e aqui ninguém melhor que os senhores para avaliarem isso mas se assim for cultive-se bastante a esse respeito porque é a melhor forma de compreender e ajudar o seu filho.
Esta é pelo menos a fórmula que uso para lidar com a minha filha com resultados bastante positivos
Com os melhores cumprimentos. Se puder ser útil em algo mais disponha. Abraço.
Já agora gostaria de acrescentar que, o facto da casa ser nova não inviabiliza a possibilidade da existência de espirítos. Se o miudo eventualmente tiver capacidades mediunicas até poderia andar no deserto que iria ouvir na mesma ou ver ou qualquer coisa consoante a natureza das suas faculdades. Mas deixemos isto para ultima hipótese.
Agora sim, despeço-me! Qualquer coisa não exite.
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